Educação Especial
Atualmente, há um forte entroncamento entre a Educação Especial contemporânea e a Educação Regular. Este processo não surgiu ao acaso, mas é decorrência de uma série de transformações havidas na forma de atendimento das pessoas com deficiências e das crianças comuns.
A Constituição garante a todos o acesso à escola.
Toda unidade deve atender aos princípios legais e não pode excluir ninguém, explica Eugênia Fávero, procuradora dos Direitos do Cidadão de São Paulo.
Em se tratando do atendimento escolar de alunos com necessidades educacionais especiais, ambas as correntes originaram-se de movimentos de pais e de outros representantes da sociedade civil (organizada ou não) pelo atendimento ao princípio da igualdade de direitos e, portanto, de oportunidades de escolarização junto aos demais alunos.
Verifica-se que diferentes autores, a partir de diversas perspectivas e adotando referenciais que nem sempre comungam na totalidade, têm defendido um mesmo princípio, qual seja: a educação escolar para todos.
Mas, para tal, as mudanças exigem a participação de diferentes segmentos envolvidos para alcançar os objetivos educacionais maiores: universalizar o acesso e garantir a permanência dos alunos pelo investimento na melhoria da qualidade de ensino.
Para que tudo isto se modifique, não basta apenas nós trabalharmos com os conteúdos cognitivos no processo de formação dos educadores. Pois, se eles não quiserem mudar, se eles não tiverem o desejo de saber tentar, por mais conteúdos que nós possamos lhes dar, eles permanecerão na mesma posição.
Depende do desejo do professor, assim como do desejo do aluno fazer ou não esta mudança. O poder das políticas públicas encontra o seu limite maior no desejo dos sujeitos. Se eles não quiserem mudar as suas práticas estigmatizadoras, eles não mudarão. As dificuldades para a mudança em relação ao paradigma da Inclusão tem se apresentado, atualmente, tanto no campo da Educação regular quanto da Educação Especial.
A pessoa que se apresenta direcionada pelo paradigma da Integração costuma, na prática, a não entender e nem aceitar àqueles que seguem o paradigma da Inclusão. Os primeiros acreditam que é melhor a criança ficar realmente em ambiente segregado, do que ser colocada em um ambiente menos segregado.
Por outro lado, aqueles que seguem, conseguem entender melhor a dificuldade de mudança dos opositores do paradigma da inclusão. No entanto, como já vivenciaram as novas formas de inserção dos alunos na escola e na comunidade, sabem que estas trazem, em seu bojo, uma qualidade de vida melhor para todos.
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Tatianny Danielle Carvalho de Lima Tatianny Danielle Carvalho de Lima é formada em Ciêncas Biológicas pela Universidade de Cuiabá - UNIC,e Pós - Graduada em Saúde coletiva e da família atuando profissionalmente como Professora do Ensino Fundamenta e Médio na disciplina de Ciências e Biologia. |
Fonte: Article Marketing Brasil
Tatianny Danielle Carvalho de Lima
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