Impressões Sobre Segurança Pública
Eu sempre tive a impressão, claro que estou equivocado, de que a polícia pára quem não precisa de polícia. Enfim, eu poderia apontar inúmeras situações para embasar essa minha impressão - equivocada, como já revelei.
Ao passar com o carro pelo centro de Franca-SP, na hora do almoço (uma raridade), me aconteceu um fato interessante. Lei de Murphy?
Bom...um guarda municipal, com cara de FBI e/ou CIA e/ou KGB e/ou Swat, estava controlando o trânsito que, por incrível que pareça, no momento que passei por lá (12h30), estava calmo, ou seja, era desnecessário, no meu modo equivocado de pensar, a presença do indivíduo ali — que gostinho saboroso usar um termo que só vinha de lá pra cá.
Mas não é que o tal controlador da via pública fez uma coisa mais desnecessária ainda. Ele parou alguns carros, incluindo o meu, para as pessoas passarem na faixa da via pública. Até aí, tudo certo, mas até de pedestres o centro estava vazio nessa hora. Em vários momentos, ele chegava a acelerar um senhor ou uma moça que estava lá longe para fazer valer a nossa espera. E, claro, eu olhava para os dois lados da calçada, não via ninguém e fazia aquela projeção das mãos, como querendo dizer: Ué! Mas, não tem ninguém, SENHOR!
Daí, claro, ele fazia mais questão ainda de esperar um saci que estava lá no começo do calçadão, ao longe (nesse exemplo, só o saci é exagerado, a distância não).
Bom, depois de um longo e tenebroso inverno, o guarda, vendo que não tinha mais nenhum saci lá longe, resolveu liberar os carros, que começaram a se acumular (poucos até, pois como eu disse, quase não havia carros e pedestres no centro naquele momento). E claro, ao passar perto dele, ele fez aquela cara de Rambo IV – No olho da serpente, e soltou:
- "O que foi, algum problema? Tá reclamando de que?" A vontade, sinceramente, foi a de parar e dizer o motivo.
E para piorar eu o vi pelo espelho retrovisor fazendo gestos como se fosse pegar o talão de multa e multar... multar o que e por que mesmo? Por desacato? Cacildis! E eu que não tenho um bloquinho desses para multar essas forças/poderes quando quase sempre fazem grosserias ao cidadão.
Mas só dele ter feito toda essa encenação, imaginei que a razão era dele e o equívoco, claro, somente meu... e toquei o carro em frente.
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Divã do Masini Marcos Masini é jornalista e escreve diariamente no blog Divã do Masini.
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Fonte: Article Marketing Brasil
Divã do Masini
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