Estrangeirismos E Analfabetismo

linguagem é composta de uma série de códigos que o homem utiliza para elaborar mensagens e comunicar. Mas segundo um projeto de lei, nem tudo será permitido nas mensagens.

Recentemente, um novo projeto de lei proposto pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que propõe defender a língua portuguesa, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

O principal argumento do deputado é que proteger a língua nacional significa salvaguardar a soberania nacional e o uso/abuso de expressões estrangeiras dificulta a comunicação dos brasileiros.  Em última hipótese, Rebelo acredita que a defesa do idioma é politicamente estratégica, porque “língua é poder”.

Agora vamos sair do mundo das idéias e entrar na parte prática da história. Segundo os lingüistas, existem duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas funcionais: 

1.     A língua de modalidade culta ou língua-padrão, que compreende a língua literária cuja função é a de ser aliada da escola, prestando serviço à sociedade e colaborando na educação e;

2.    A língua popular ou língua cotidiana, que apresenta gradações das mais diversas, incluindo gírias e estrangeirismos.

Considerando esses fatores, talvez seja mais um caso de lei sem aplicação prática. A língua é composta de expressões que traduzem o comportamento de uma época ou região do país, ou seja, a língua está em constante transformação.

Caso criem uma efetiva punição aos meios de comunicação pela utilização de estrangeirismos, teremos que criar uma legenda ao final de cada edição de impresso, ou ainda, explicar o que cada palavra estrangeira significa ao espectador. Imaginem que seria no mínimo estranho, explicar ao espectador o que é um e-mail ou site, quando quase a totalidade da população sabe o que estas palavras significam devido ao uso cotidiano das mesmas.

Segundo o último censo, realizado no ano 2000, o Brasil tem cerca de 16 milhões de analfabetos e 30 milhões de analfabetos funcionais (com menos da 4ª série concluída). O brasileiro precisa mais do que a criação de leis para solucionar esses problemas.

O abuso na utilização dos estrangeirismos realmente compromete o entendimento, mas o uso moderado é comum e aceitável no mundo globalizado em que vivemos. Quem sabe com toda essa discussão, surjam medidas que melhorem a qualidade do ensino e campanhas para o uso correto do português. Vale torcer.
 

Fonte: Article Marketing Brasil

Queirian Sá


tag

Rating: 2.0/5 (4 votos)



Creative Commons License Este artigo é concedido com Licença Creative Commons. E' permitida a sua republicação integral, sem modificaçoes, inclusos os links e as informaçoes sobre o autor e fonte quando presentes


cat  Sociedade : Vários
  Usuários mais ativos

Login
   Inscreva-se

Tecnologia
Internet
Ciência
Cultura e Sociedade
Viagem e tempo livre

O que è este site?
Perguntas frequentes
Condiçoes de uso e abusos
Contato
Quem somos

Conteúdo gratuito para o seu site e marketing viral
Article Marketing Brasil