Brasil Nega Patente Para Um Medicamento Para A Aids
Decisão do governo brasileiro poderá ampliar o acesso a um remédio essencial para o tratamento da doença
03/08/2008 – O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) negou a concessão do pedido de patente feito pela empresa Gilead para o medicamento tenofovir disoproxil fumarato (TDF). A decisão que poderá ampliar o acesso a um dos medicamentos-chave para o tratamento do HIV/AIDS nos países em desenvolvimento, afirma a organização internacional médica humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF).
Assegurar maior acesso ao tenofovir é fundamental, diz Doutor Tido von Schoen-Angerer, diretor-executivo da Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais de MSF. O tenofovir é um dos principais medicamentos, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) tanto para pacientes que estão iniciando o tratamento como para aqueles cujos medicamentos já não estão mais funcionando. No passado, a produção no Brasil de medicamentos anti-retrovirais (ARV) contribuiu para a redução dos preços desses medicamentos em nível mundial. Esperamos que o mesmo aconteça novamente.
A decisão significa agora que o medicamento poderá ser produzido por empresas brasileiras de medicamentos genéricos ou importado de outras fontes de genéricos no mercado internacional.
Cerca de 31 mil pessoas recebem o tenofovir por meio do programa Nacional de DST/Aids e estima-se que 37 mil pessoas utilizarão este medicamento até o fim deste ano. Portanto, as conseqüências para a sustentabilidade do programa de acesso universal serão consideráveis.
Empresas indianas, por exemplo, produzem a versão genérica do tenofovir aprovada pela OMS por um décimo do preço: US$158 para o tratamento anual de um paciente, comparado com US$1.387 praticado pela Gilead no Brasil.
Uma coalização de ONGs brasileiras (Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rebrip) e um laboratório farmacêutico do governo apresentaram uma oposição ao pedido de patente depositado pela empresa norte-americana Gilead Sciences.
O Escritório de Patentes Brasileiro (INPI) negou o pedido baseado no argumento da falta de atividade inventiva – um dos requisitos básicos para a concessão de uma patente, segundo a legislação brasileira e internacional.
Esta é a primeira vez que um pedido de patente para um medicamento ARV é negado como resultado de oposições apresentadas no Brasil. Mas certamente as conseqüências se estendem para além das fronteiras deste país.
Trata-se de um importante precedente para as pessoas que vivem com HIV/Aids em todos os países em desenvolvimento, cujas vidas dependem desses tratamentos, disse Leena Menghaney, da Campanha de Acesso de MSF na Índia. Na Índia, onde MSF compra a maior parte dos seus ARVs, as organizações da sociedade civil apresentaram oposições semelhante aos pedidos de patente depositados pela Gilead. Esperamos que o Escritório de Patentes indiano leve em consideração esta decisão adotada no Brasil.
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Dr Wagner Paulon Psicanalista e Mestre em Psicopatologia pela (Escola Paulista) em SP-BRASIL; Formação Integral e Análise Didática em Psicanálise; Psicólogo Clínico pelo (Saint Meinrad College) em USA; Pedagogo pelo (FEC-ABC) em SP-BRASIL; MBA pela (University Abet) em USA; Curso de Especialização em Entorpecentes pela (USP) em SP-BRASIL; Livre Docente em Faculdades e Universidades Brasileiras; Exerce atividades Clinicas e Educacionais há mais de trinta e cinco anos; Membro de varias Sociedades Científicas Internacionais; Membro da “Cruz Vermelha Brasileira - Filial Estado de São Paulo”; Membro da Organização Internacional “Médicos Sem Fronteiras” e Atual Diretor do Centro Psicanalítico de Ubatuba-SP. |
Fonte: Article Marketing Brasil
Dr. Wagner Paulon
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