A Psicanálise A Medicina Psicossomática E O Coração
Toda moléstia é um problema de perturbação da psique e do soma; assim, toda medicina é medicina psicossomática. De fato, quando isso estiver perfeitamente compreendido não haverá mais a necessidade do termo medicina psicossomática; ambas as partes do termo estarão implícitas na palavra medicina.
Entretanto, a doença foi considerada por algumas décadas como devida somente à patologia dos tecidos e somente há poucos anos que a psicanálise psiquiatria e a neurologia, adquirindo maiores conhecimentos sobre as neuroses, mostraram que a causa primária de certos quadros mórbidos é antes psicopatologia que patologia dos tecidos.
Portanto, a psicanálise e a medicina psicossomática no presente momento abrangem, além das neuroses, uma extensão dos nossos conhecimentos sobre neuroses à psicopatologia de outros estados antes considerados como pertencentes ao domínio da medicina puramente física.
A seguir serão feitas tentativas para demonstrar não tanto que o problema médico é puramente funcional ou apenas físico, mas que os fatores psicológicos e físicos estão ambos presentes e que a questão se torna: quanto de um e de outro e qual a relação entre ambos.
A despeito da enorme incidência de doença cardiovascular, a maioria dos pacientes que têm sintomas atribuídos à região do coração não apresenta evidências de doença cardíaca orgânica. É fácil encontrar o motivo.
Desde tempos imemoriais que o coração tem sido a tradicional sede das emoções e atua, assim, como ponto focal para a angústia. Nenhum outro órgão do corpo é usado tão freqüentemente de modo simbólico para se referir ao amor e ao ódio, que, como assinalou W. C. Menninger, nos levam a pensar na significação emocional das perturbações que envolvem o coração.
Como um símbolo do amor estamos familiarizados com o uso do coração como um representante do amor e a expressão coloquial de coração quente, amando com todo o meu coração, sentir de todo o coração. Falamos de com alegria no coração e do coração pulando de satisfação.
Mas, falamos também de estarmos com coração triste e com peso no coração. Por conseguinte, também falamos de coração tímido e de coração medroso; ou pensamos no coração disparando de medo, de agitação ou tremulação no coração.
Ódio e hostilidade são expressos em termos tais como coração duro, sem coração, de sangue-frio em vez de coração quente. À pessoa injuriada diz-se que sofre de dor no coração ou que está com o coração doente. Todas estas expressões têm significação do ponto de vista da linguagem dos órgãos.
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Dr Wagner Paulon Psicanalista e Mestre em Psicopatologia pela (Escola Paulista) em SP-BRASIL; Formação Integral e Análise Didática em Psicanálise; Psicólogo Clínico pelo (Saint Meinrad College) em USA; Pedagogo pelo (FEC-ABC) em SP-BRASIL; MBA pela (University Abet) em USA; Curso de Especialização em Entorpecentes pela (USP) em SP-BRASIL; Livre Docente em Faculdades e Universidades Brasileiras; Exerce atividades Clinicas e Educacionais há mais de trinta e cinco anos; Membro de varias Sociedades Científicas Internacionais; Membro da “Cruz Vermelha Brasileira - Filial Estado de São Paulo”; Membro da Organização Internacional “Médicos Sem Fronteiras” e Atual Diretor do Centro Psicanalítico de Ubatuba-SP. |
Fonte: Article Marketing Brasil
Dr. Wagner Paulon 1992 - 2008
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