Quando Uma Sucata Vira 500 Milhões De Dólares
Tempos atrás assisti a mais uma notícia sobre o mau uso do dinheiro público. A matéria revelou que o governo de São Paulo gastou na década de 70, US$ 500 milhões — mais de 1 bilhão de reais— em 80 locomotivas elétricas que nunca saíram de um galpão localizado na cidade de Araraquara, interior de São Paulo.
Tudo virou um monte de ferro sucateado. E um amigo disse que ferrado está ele, e ainda mal pago. É isso que acontece quando o planejamento estratégico sai dos trilhos. Se bem que essas obras realizadas pelos governantes estão sempre baseadas no “para inglês ver”, no caso, para eleitor ver.
A idéia do governador da época, Paulo Egydio Martins era originalmente interessante. Com a crise do petróleo, as locomotivas movidas a diesel seriam encostadas e dariam lugar às novas máquinas que reduziriam custos.
E um representante da Associação de Preservação Ferroviária disse que nada pode ser feito, que o dinheiro foi perdido. Perdidos estamos nós, já que a máquina administrativa não tem competência e vontade de preservar o dinheiro do contribuinte. Em boa parte das grandes obras governamentais é assim, só não falta planejamento na hora de esquematizar o desvio do dindim.
O Brasil assistiu, aplaudiu e riu com a novela Rainha da Sucata. Agora, assiste, vaia, chora e, infelizmente, acomoda-se diante de mais uma vergonha “made in brasilis”, o “Sucatão da Ferrovia”, que leva sacos e mais sacos de dinheiro público ralo abaixo.
É o fim da trilha! Piuiiii! Piuiiiiiiiiiiii! AFF! AFF! AFF! Piuiiiiiii!
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Divã do Masini Marcos Masini é jornalista e escreve diariamente no blog Divã do Masini.
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Fonte: Article Marketing Brasil
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