Filhos X Pais: Quem Vence Essa Parada?
É de assustar a quantidade de notícias que presenciamos de filhos que agridem pais e vice-versa. O mundo moderno e a loucura na corrida atrás do pão nosso de cada dia permitem-nos notar e entender o "abismo" existente no relacionamento entre pais e filhos.
Os filhos ficam com os avós - que nem sempre conseguem impor limites aos netos - ou em creches com profissionais despreparados (ainda bem que o nível de algumas vem melhorando). E quando os pais chegam do trabalho estão exaustos demais para a devida atenção ao filho.
Onde estão as brincadeiras de dominó? Onde foram parar os pais que faziam os próprios brinquedos dos filhos? Por onde andam as brincadeiras de casinha, amarelinha e pique-esconde? E quem está com a responsabilidade de contar as historinhas, mesmo as de ninar? Seria a velha e insistente rainha dos baixinhos?
Além do tempo escasso que a união familiar enfrenta nos últimos tempos, a afirmação "Qualquer pessoa que maltrata os filhos foi ela mesma gravemente traumatizada na infância...", da psicoterapeuta e escritora suíça Alice Miller faz com que algumas perguntas permeiem a mente: Como uma criança maltratada pode superar e conseguir dar a seus filhos mais amor do que ela mesma recebeu? Será que essas crianças, ao se tornarem adultas, também passarão a agredir? Ou existem meios mais sensíveis de tratar os filhos?
Este ciclo é possível de ser quebrado. Quantas vezes você já não disse que quer fazer ou ser para o teu filho o que teus pais não foram ou fizeram para você?
Só os pais estão perfeitamente sintonizados com as necessidades da criança. Afastar-se em momentos difíceis privam a criança de um melhor apoio e os pais de uma oportunidade de fortalecer a amizade.
A Shantala, nome trazido do Oriente pelo francês Frédérick Leboyer ao ver uma mulher - Shantala era seu nome - massageando o corpo de seu bebê é um bom exemplo na eficácia da aproximação na saúde e na vida das crianças. E essa aproximação não é importante só na época daquele bebezinho lindo, mas é também imprescindível na fase da adolescência ou adulta.
Filho é por toda uma vida, e amá-los é fundamental para uma sociedade mais gentil e menos violenta. E quando o amor é explícito e recíproco pode ter a certeza que eles (filhos) não vão dizer que estão pagando mico ao receberem um chamego.
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Divã do Masini Marcos Masini é jornalista e escreve diariamente no blog Divã do Masini.
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Fonte: Article Marketing Brasil
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