Emigração Japonesa No Brasil

Primeira leva de imigrantes

A emigração japonesa no Brasil teve seu início no ano de 1908, com a vinda do vapor japonês Kasado-Maru, ao porto de Santos, precisamente no dia 18 de junho de 1908, trazendo consigo 165 famílias num total de 781 pessoas.

O contrato da referida emigração fora firmado no dia 6 de novembro de 1907, sendo assinado aqui em São Paulo pelos senhores Ryu Mizuno, Diretor Presidente da Cia. Japonesa de Imigração Kokoku e Dr. Carlos Botelho, Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo.

No citado contrato constava a vinda na época de 3.000 emigrantes como colonos, no prazo de três anos, isto é, 1.000 pessoas, por ano.

Primeiros colonos e sua distribuição

Os primeiros colonos japoneses foram distribuídos na zona da Alta Mogiana, em fazendas de café, destacando-se entre elas as Fazendas de Dumont, Floresta, Guatapará, Canaan e São Martinho.

O segundo navio de emigrantes a aportar em Santos foi o Ryojun-Maru, em 28 de junho de 1910, trazendo desta feita 447 famílias perfazendo um total de 906 pessoas. Esta segunda leva também teve o mesmo destino da anterior, pois foram encaminhados para a Alta Mogiana.

No período entre os anos de 1912 a 1914 foram registrados no porto de Santos, a entrada de oito navios de emigrantes japoneses, trazendo num total de 13.289 pessoas, de acordo com a estatística.

Todos os emigrantes até aqui citados, vieram para o Brasil como colonos e subsidiados pelo Governo do Estado de São Paulo.

Época culminante da emigração japonesa

Entre os anos de 1925 a 1935 foi sem dúvida a época culminante da emigração japonesa no Brasil, pois nesse período de 11 anos, verificou-se a entrada de 139.059 pessoas. Temos a destacar, no entanto que só no ano de 1933, deram entrada no Brasil 24.494 pessoas constituindo-se desse modo no ano que se deu a maior vinda de emigrantes.

Naquela época, o Governo Japonês subsidiava as despesas de viagem. Além disso, houve no Japão como acontecera no Brasil, uma crise econômica auxiliando com isso em muito a saída de japoneses do seu país.

De acordo com a estatística, observamos que de 1935 até 1941, houve uma sensível queda nas emigrações em conseqüências da entrada em vigência, da. Lei dos dois por cento (2%).

Em decorrência dessa Lei, a quota de emigrantes foi fixada em 2.849 pessoas por ano, diminuindo dessa forma a entrada de japoneses no Brasil. Com a eclosão da 2a. Guerra Mundial ficou interrompida por muito tempo a vinda de emigrantes.

Colonização japonesa no Brasil antes da guerra

As principais companhias colonizadoras que atuaram na época anterior da 2a. Guerra Mundial foram:

a) Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha: (Companhia Ultramarina de Empreendimentos S. A.). Esta companhia foi fundada no Japão em 1917 com o objetivo de servir aos imigrantes em assistência, engajamento e colocação. Além de servir aos emigrantes, a companhia empenhava-se também na colonização. Com a cessão de terras pelo Governo do Estado de São Paulo, começou a colonização nas margens do Rio Ribeira de Iguape, hoje chamada Jipovura. Mais tarde, a colonização estendeu-se a Registro, Sete Barras, Quilombo, Juquiá, etc., formando um dos maiores núcleos de japoneses no Brasil.

b) Fazenda Juqueri (Município de Franco da Rocha) em 1913, Choju Akiyama e mais 10 famílias japonesas, começaram a colonização nesta região, comprando 50 alqueires de terra em Juqueri, hoje Município de Franco da Rocha.

c) Fazenda Hirano (Cafelândia) A colonização foi iniciada em 1914, explorando as matas virgens da Zona Noroeste pela iniciativa de Umpei Hirano. Os primeiros exploradores lutaram corajosamente contra a malária e gafanhotos que infestavam a região em 1917.

d) Fazenda Brejão (Alta Sorocabana). Esta fazenda foi iniciada pelo Senhor Naoe Ogasawara que veio do Japão em 1918 juntamente com os seus parentes, num total de 73 pessoas, e com a colaboração do Sr. Kenichiro Hoshima, formou a referida fazenda adquirindo em seguida as terras da região.

e) Fazenda Vae-Bem (Alta Sorocabana). Esta fazenda teve a iniciativa do Senhor Kenichiro Hoshima em 1917,

f) Fazenda Uetsuka (Promissão N.O.B.). Iniciada em 1918 pelo Senhor Shuhei Uetsuka com o auxílio de Teijiro Suzuki, Sokaro Koyama e Kanichi Yamane adquiriram uma fazenda em Promissão e Lins

Sociedade Colonizadora do Brasil

De acordo com uma lei criada no Japão em 1927, quase todas as províncias fundaram cooperativas imigratórias a fim de impulsionar o movimento migratório. Nesse mesmo ano foi fundada em Tókio a Federação das Cooperativas Imigratórias, tendo como filial em São Paulo a Sociedade Colonizadora do Brasil.

Esta Sociedade tratou a colonização, comprando terras em diversas localidades no ano de 1928, tais como: Fazenda Bastos (Alta Paulista), Fazenda Tietê (Pereira Barreto), Fazenda Aliança (Mirando polis), Três Barras (Assai),norte do Paraná, formando assim os principais núcleos de desenvolvimento da Colônia Japonesa.

Colonização na bacia Amazônica

A colonização japonesa na bacia Amazônica, foi iniciada em 1928, quando foi fundada a Nambei Takushoku KK. (Sociedade Colonizadora Sulamericana S.A.) que começou a colonização em 1929, nas terras cedidas pelo Governo do Pará, tais como Acará, Monte Alegre e Castanhal. Outra companhia chamada Amazon Kogyo K.K, (Cia. Amazônica de Empreendimentos S, A.) fundada em 1928, iniciou a colonização em Maués, Estado do Amazonas, com a concessão de terras desse Estado.

Podemos citar além dessas duas, a Fazenda Kôtaku (Escola Superior de Colonização), formada em Parintins (Amazonas) em 1930 pelo Senhor Tsukasa Uetsuka, colocando diploma dos da Escola Superior Japonesa de Colonização e a Fazenda da. Escola Ultramarina de Colonização formada em Maués em 1932 pelo Senhor Hisae Yamazaki, Diretor dessa Escola.

Emigração após a guerra

A emigração japonesa depois da Guerra era realizada em escala limitada, mas a boa vontade de outros países ao abrir suas portas aos imigrantes japoneses trouxe perspectivas favoráveis para a nação que se afligia com o problema da superpopulação.

A emigração japonesa foi reiniciada depois da guerra, em 1952, quando 54 pessoas deixaram o país. Desde então, até 1960 o número de emigrantes japoneses foi de 46.016, dos quais 37.444 emigraram para o Brasil, 5.087 para o Paraguai e os demais para os países da América Central e outros países da América, do Sul.

De 1961 para cá diminuiu ainda mais esta vinda em virtude do espantoso desenvolvimento da indústria japonesa.

A emigração de técnicos foi iniciada a partir de 1961 por solicitação do governo brasileiro, Até o presente momento o número de técnicos vindo ao Brasil atinge mais de 2.000 pessoas, os quais estão exercendo suas funções nas diversas indústrias de acordo com suas especialidades. Segundo os pareceres das indústrias, os técnicos japoneses estão satisfazendo plenamente.


Informaçoes sobre o autor

WPAULON

Dr Wagner Paulon

Formação em psicanálise (escola paulista), mestre em psicopatologia (escola paulista), psicologia (saint meinrad college) usa, pedagogia (fec abc), mba (university abet) usa, curso de especialização em entorpecentes (usp), psicanalista por muitos anos de vários hospitais de são paulo (35 anos), hospital beneficiencia portuguesa de são caetano do sul - são paulo-brasil. clínica maia - são paulo-brasil, instituto de previdencia e assistencia social municipal de s.c.s. - são paulo-brasil, hospital santa clara - são paulo-brasil, clinica médica dr.mario jõao salviatto - são paulo-brasil, hospital das nações santo andre - são paulo-brasil período de 1986 a 1991, psicanlista do sindicato dos metalurgicos de são caetano do sul - são paulo-brasil, psicanalista da industria z. f. do brasil-s.c.sul-brasil, psicanalista do sindicato dos propagandistas de produtos farmacéuticos de são paulo-são paulo-brasil, membro da cruz vermelha brasileira (regional são paulo), i.e. s. a. - international society for electrosleep and electroanaesthesia, inc.graz-1978-5-17 -(austria), i.c.a. a - international council on alcohol and addictions, crtp conselho regional de terapeutas - são paulo-brasil, cbp conselho brasileiro de psicanálise - são paulo-brasil, sinpesp sindicato dos psicanalistas do estado de são paulo, apesp associação dos psicanalistas do estado de são paulo - são paulo-brasil, ex-professor de escolas estaduais e particulares do estado de são paulo (biologia, botanica e zoologia), ex-diretor-assistente do colegio estadual de são caetano do sul, livre docente de várias faculdades, ex-professor de psicopatologia da escola superior de psicanálise de são paulo, ex-diretor de relações humanas do sabetur, membro de várias sociedades internacionais.

Publicações:

O papel do psicanalista clínico no hospital; staphylococcus aureus (ascensão e derrocada); cinco lições de psicanálise; reeditor de obras completas de sigmund freud; a familia; a imigração japonesa no brasil; as psicopatologias hoje, ontem e amanhã; a ajuda terapeutica do eletrossono nas psicopatologias; apostilas de citologia; apostilas de biologia; apostila sobre genetica medica.

Site: http://www.wpaulon.zip.net

Fonte: Article Marketing Brasil

Dr. WAGNER PAULON


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