A Última Centelha

Nos últimos dias a mídia tem dado ampla cobertura à renúncia do último caudilho Fidel Castro. E não é para menos, afinal, não se trata apenas da figura caricaturada do líder cubano ou da renúncia de um presidente qualquer. Trata-se, de fato, do fim da utopia socialista. E podemos considerar quatro grandes acontecimentos históricos como legitimadores dessa afirmação.

Primeiramente a queda do muro de Berlim, que aconteceu em 1989; a desfragmentação e o fim do regime socialista da União das Repúblicas Socialistas Soviética, que aconteceu dois anos depois; a abertura econômica da China (escancarada nos últimos anos); e por último, a já prevista aposentadoria de Fidel Castro, que durante teimosos 49 anos serviu para justificar e nutrir a esperança de um governo puramente socialista.

Aliás, o paradigma governamental cubano serviu para alimentar os discursos pseudo-socialistas de líderes da América Latina, que amoitados atrás do chauvinismo de Fidel, exercem políticas governamentais populistas, autocráticas e ditatoriais de extrema-direita.

Não pretendo tecer críticas ou julgar o regime de Fidel, uma vez que há muitas controvérsias entre a própria população cubana, quem dirá de nós, que recebemos “informações” desencontradas tanto apologeticamente ao regime, quanto negativamente. Apenas acredito que não há mais no mundo espaço para práticas que divirjam do sistema capitalista, que se mostrou um sistema auto-regulativo, superando e se readaptando as crises econômicas mundiais.

Em vez de líderes fundamentalistas, as nações precisam é se adaptar ao sistema econômico global, caso contrário, correm o risco de, em nome de uma ideologia que já se mostrou insustentável, fazer com que o país não sirva de atrativo às empresas multinacionais, que bem ou mal, são as maiores geradoras de emprego, renda, e riquezas, claro que de maneira desproporcionalmente desigual.

Deixo claro, contudo, que não concordo em nada com os mecanismos capitalistas; que meu espírito ainda guarda grande frustração com a incapacidade de o homem conviver em uma sociedade igualitária. Mas acredito também que, já que não podemos mudar as regras do jogo, devemos aprender com elas e jogar da melhor maneira possível, para o bem de nossa economia, para o bem de nossa nação.


Informaçoes sobre o autor

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José Aurélio Paschoal

Formado em Letras pela Universidade do Sagrado Coração de Bauru, cursando o 2º ano de Jornalismo na Universidade Paulista.

Fonte: Article Marketing Brasil

José Aurélio Paschoal


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